sexta-feira, 11 de abril de 2014

Real or not real?


Peeta e eu voltamos a conviver. Ainda há momentos em que ele agarra as costas de uma
cadeira e se segura até que os flashbacks tenham passado. Acordo de pesadelos com
bestantes e crianças perdidas. Mas seus braços estão lá para me consolar. E por fim, sua
boca. Na noite em que sinto aquela coisa novamente, a ânsia que tomou conta de mim na
praia, sei que isso teria acontecido de um jeito ou de outro. Que aquilo de que necessito para
sobreviver não é o fogo de Gale, aceso com raiva e ódio. Eu mesma tenho fogo suficiente.
Necessito é do dente-de-leão na primavera. Do amarelo vívido que significa renascimento em
vez de destruição. Da promessa de que a vida pode prosseguir, independentemente do quão
insuportáveis foram as nossas perdas. Que ela pode voltar a ser boa. E somente Peeta pode
me dar isso.
Então, depois, quando ele sussurra:
– Você me ama. Verdadeiro ou falso?
Eu digo a ele:
– Verdadeiro.

quinta-feira, 3 de abril de 2014