Tarde da noite e eu sentada na frente de casa. Pensava na vida, em todos
os planos que eu havia feito, em todas as pessoas que perdi ao longo
do caminho e principalmente, na saudade que eu sentia da pessoa que eu
era antigamente.
Fiquei um bom tempo por ali, até que percebi que não valia a pena
ficar nessa nostalgia, afinal, eu sabia muito bem o quanto essa
atitude era inútil.
Levantei-me e entrei em casa, pronta para assistir um programa
qualquer e em seguida ir dormir. Assim que liguei a TV me veio a mente
que quando nós realmente queremos algo sempre damos um jeito, existe até
aquela frase ’ quem quer arruma um jeito e quem não quer uma desculpa’.
E era exatamente o que eu estava fazendo, arrumando uma desculpa pra
continuar estacionada nessa vidinha, provavelmente por não querer mudar o
suficiente. É, eu tenho esse problema de só fazer as coisas quando
estiver realmente louca para fazê-las, e também tenho esse problema de
não saber o que eu realmente quero, o que dificulta muito as coisas.
Isso é um pouco triste, ser indecisa, sempre ser a chata da história e a
complicada.
São momentos de altos e baixos, apenas eu e minha consciência, é como se
fossem duas pessoas totalmente diferentes disputando um mesmo espaço. A
vencedora ficava com tudo, ou talvez com o nada, não sei, ultimamente
acho que não valho muita coisa. — Acredite, é mais complicado do que parece.